Quantas horas de sono são necessárias em cada fase da vida

Mariana Mendes

Para que o corpo humano funcione de maneira saudável, é importante seguir um tempo apropriado de horas de sono por dia de acordo com cada idade.

Os hormônios do corpo humano são os agentes responsáveis por acordarmos, dormirmos, ficarmos felizes ou tristes, dentre inúmeras outras funções.

De manhã, com o nascer do Sol, o cérebro libera o hormônio cortisol, avisando que está na hora de acordar e realizar as atividades do dia. Com o passar do tempo, até chegar ao pôr do Sol, os níveis de cortisol no sangue vão abaixando, e os de melatonina (hormônio do sono), aumentando.

Com a iluminação artificial e a luz azul, podemos “enganar” o nosso cérebro, o que pode prejudicar o sono – atividade essencial para o equilíbrio das funções corporais, a memorização das informações aprendidas durante o dia e para economizar energia.

Por isso, aplicativos que alteram a luz azul do computador, de smartphone e de tablet são bem-vindos, já que adaptam a iluminação da tela de acordo com a hora do dia, evitando cansaço visual e dor de cabeça.

Em cada fase da vida, precisamos de um número necessário – ou recomendado – de horas de sono. Esse número pode variar entre 19 e 5 horas, dependendo da idade.

Por exemplo, no caso dos bebês, é saudável que fiquem acordados por apenas 5 horas diárias. Já os idosos invertem essa lógica, podendo ficar por até 19 horas acordados, sem prejuízos à saúde.

Confira abaixo o tempo necessário e apropriado de horas de sono para cada faixa etária:

 

Fonte: National Sleep Foundation

 

Problemas visuais causados pela falta de sono

Há alguns anos, a medicina estuda a importância do sono para o funcionamento e a saúde dos órgãos do corpo humano. Dormir pouco pode acarretar problemas, desde o controle de peso até dificuldades cognitivas e até mesmo encurtar a vida.

Estudos recentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ligam a falta de sono ao glaucoma. Com base em uma pesquisa com os pacientes, observou-se que o excesso de sonolência diurna em pessoas com glaucoma pode estar ligado à Síndrome da Apneia/Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS). Os dados indicam que pacientes com glaucoma têm cinco vezes mais chances de ter a sonolência diurna do que qualquer grupo controle”, comenta Douglas de Araújo Vilhena, psicólogo e coordenador do Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurovisão (LAPAN).

 

Fatores de risco para o glaucoma

Há um consenso de que o principal fator de risco para que uma pessoa tenha glaucoma é ela apresentar aumento da pressão intraocular. Existem, porém, pessoas com pressão intraocular elevada que nunca desenvolvem glaucoma. Da mesma forma, há pacientes com a pressão intraocular baixa que desenvolvem o glaucoma.

Além dos fatores hereditários, diversas situações podem provocar o problema. Segundo o Dr. Rubens Grochowski, médico especialista em glaucoma do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, uma pessoa que leva uma bolada no olho, por exemplo, pode não ter nenhum sintoma a princípio. Entretanto, dentro de 10 ou 20 anos, o glaucoma pode aparecer.

Saiba como pode acontecer o desenvolvimento do glaucoma e conheça o fator fundamental para o seu tratamento.

“A pessoa que usa colírio de corticoide ou então corticoide nasal (quem sofre de asma, por exemplo), também tem maiores chances de ter glaucoma. Pessoas que têm inflamação ocular, que operam o olho e usam o colírio no pós-operatório também estão mais sujeitos a apresentar o problema”, ressalta o médico.

O Dr. Rubens Grochowski
é médico especialista
em Glaucoma do
Hospital de Olhos

Dr. Ricardo Guimarães
. Assista esta entrevista
com ele sobre o assunto: