Quantas horas de sono são necessárias em cada fase da vida

Redação

Muitas pessoas, principalmente os adolescentes e os jovens, adotam o hábito de passar noites em claro. As razões podem ser várias: estudar para provas, jogar ou navegar na internet, bater papo com os amigos, aproveitar até o último minuto em festas e baladas noturnas. Mas quer saber por que virar a noite acordado faz mal para a saúde? Confira a seguir.

Para cada idade, um número ideal de horas de sono

A fim de que o corpo humano funcione de maneira saudável, é importante seguir um tempo apropriado de horas de sono por dia, de acordo com cada idade.

Os hormônios do corpo humano são os agentes responsáveis por acordarmos, dormirmos, ficarmos felizes ou tristes, dentre inúmeras outras funções.

De manhã, com o nascer do sol, o cérebro libera o hormônio cortisol, avisando que está na hora de despertar e realizar as atividades do dia. Com o passar do tempo, até chegar ao pôr do sol, os níveis de cortisol no sangue vão abaixando, e os de melatonina (hormônio do sono), aumentando.

Dormir mal pode afetar a memória

Com a iluminação artificial e a luz azul, podemos “enganar” o cérebro, o que pode prejudicar o sono – atividade essencial para o equilíbrio das funções corporais, a memorização das informações aprendidas durante o dia, bem como economizar energia. Por isso, aplicativos que alteram a luz azul do computador, de smartphone e de tablet são bem-vindos, já que adaptam a iluminação da tela de acordo com a hora do dia, evitando cansaço visual e dor de cabeça.

Em cada fase da vida, precisamos de um número necessário – ou recomendado – de horas de sono. Esse número pode variar entre 19 e 5 horas, dependendo da idade. Por exemplo, no caso dos bebês, é saudável que fiquem acordados por apenas cinco horas diárias. Já os idosos invertem essa lógica, podendo ficar por até 19 horas acordados, sem prejuízos à saúde.

Confira abaixo o tempo necessário e apropriado de horas de sono para cada faixa etária:

 

Fonte: National Sleep Foundation

 

Você está dormindo muito ou pouco? Saiba os riscos para a sua saúde.

Além de estar relacionado com o risco de doenças cardíacas, obesidade e depressão, a falta de sono pode provocar diversas reações em nosso corpo.

Depois de uma noite sem dormir, o cérebro começa a reagir. É fácil perceber alguns sintomas até mesmo quando temos uma noite de sono ruim, como alterações de humor e aumento do estresse. O apetite também é afetado. Enquanto dormimos, a leptina – hormônio ligado à sensação de saciedade – é reduzida, o que provoca maior sensação de fome.

É comum que, durante as primeiras 24 horas acordados, fiquemos mais enérgicos, motivados e otimistas. Isso acontece em razão do funcionamento do sistema mesolímbico, que estimula comportamentos para a manutenção da nossa vida, por exemplo, alimentação, e proporciona sensação de prazer e satisfação, através da liberação de um neurotransmissor, a dopamina.

As horas vão passando, e o cérebro começa a desativar algumas regiões, como a de tomada de decisões e o planejamento, levando-nos a comportamentos impulsivos. O cansaço do corpo também começa a abrir espaço para a lentidão na realização de tarefas e dificulta o processamento das funções cognitivas e perceptivas.

Depois de um ou dois dias, o sistema imunológico pode falhar. A glicose deixa de ser metabolizada corretamente, e a memória não funciona tão bem. Também podem ocorrer alucinações.

Não dormir também pode ser um perigo nas estradas, na cidade e no trânsito. Uma matéria exibida no Globo Repórter, mostra um projeto da Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre a sonolência e a fadiga dos motoristas ao volante. Confira:

Problemas visuais causados pela falta de sono

Há alguns anos, a Medicina estuda a importância do sono para o funcionamento e a saúde dos órgãos do corpo humano. Dormir pouco pode acarretar problemas e até mesmo encurtar a vida.

Não apenas por noites mal dormidas. Sentir sono durante o dia pode estar associado a problemas de saúde

Estudos recentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ligam a falta de sono ao glaucoma. Com base em uma pesquisa com os pacientes, observou-se que o excesso de sonolência diurna em pessoas com glaucoma pode estar ligado à Síndrome da Apneia/Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS). “Os dados indicam que pacientes com glaucoma têm cinco vezes mais chances de ter a sonolência diurna do que qualquer grupo-controle”, comenta Douglas de Araújo Vilhena, psicólogo e coordenador do Laboratório de Pesquisa Aplicada à Neurovisão (LAPAN).

Fatores de risco para o glaucoma

Há consenso de que o principal fator de risco para que uma pessoa sofra de glaucoma é ela apresentar aumento da pressão intraocular. Existem, porém, pessoas com pressão intraocular elevada que nunca desenvolvem o glaucoma. Da mesma forma, há pacientes com a pressão intraocular baixa que desenvolvem a doença.

Além dos fatores hereditários, diversas situações podem provocar o problema. Segundo o Dr. Rubens Grochowski, médico especialista em glaucoma do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, uma pessoa que leva uma bolada no olho, por exemplo, pode não ter nenhum sintoma a princípio. Entretanto, dentro de 10 ou 20 anos, o glaucoma pode aparecer.

Saiba como pode acontecer o desenvolvimento do glaucoma e conheça o fator fundamental para o seu tratamento.

“A pessoa que usa colírio de corticoide ou corticoide nasal (quem sofre de asma, por exemplo) também tem mais chances de ter glaucoma. Pessoas que têm inflamação ocular, que operam o olho e usam o colírio no pós-operatório estão mais sujeitos a apresentar o problema”, ressalta o médico.

Lembre-se: para ter boa saúde é importante manter o sono em dia! É preciso respeitar os ciclos diários recomendados para preservar o equilíbrio vital. Saiba neste próximo artigo como a iluminação artificial pode influenciar o funcionamento do organismo.