A miopia pode reprovar no concurso público. Saiba mais

Luana Rodrigues

Você provavelmente conhece alguém que tem o sonho de passar em um concurso público. Muito concorridos, eles representam a realização dos sonhos de milhões de pessoas que têm a ambição de conquistar uma carreira sólida, com um emprego visto como a garantia de uma vida mais segura e confortável financeiramente. 

E se você está entre os que sonham em conquistar uma vaga na carreira pública,  saiba que terá que passar por diversas etapas. Isso inclui uma avaliação da sua saúde. Além de exames básicos de rotina, você também terá que passar pela avaliação oftalmológica.

No Brasil mais de 35 milhões de pessoas sofrem algum problema de visão. Existem diferentes formas de tratamento que podem fazer com que a pessoa leve uma vida normal. Por exemplo, óculos, lentes e até a cirurgia refrativa.

A miopia e a carreira pública

E como os problemas oftalmológicos podem afetar ou até mesmo impedir que você alcance a sua tão sonhada carreira pública? Para falar disso, a equipe do VPoF conversou com a Letícia Melo, auxiliar administrativa, 26 anos, e que faz o uso de óculos para a correção da miopia e do astigmatismo, erros de refração que ela identificou desde os nove. 

O grande sonho de Letícia é o de prestar concurso público para atuar na área militar e, ao conferir o edital, Letícia encontrou informações que poderiam pôr em risco o seu sonho. Havia uma quantidade mínima que ela deveria enxergar com e sem óculos. Sem os acessórios, pessoas com cerca de 1,5 graus estariam aptas. O problema é que, durante a gravidez,o grau da miopia de Letícia aumentou muito. Em uma consulta de rotina, teve o diagnóstico de que o seu grau havia dobrado, passando de quatro,  mesmo sem apresentar sintomas. 

“Eu tenho muita vontade de passar nesse concurso. Eu me preparo fisicamente e eu falo que, não é possível, que eu vou ser impedida pelo exame oftalmológico. E hoje, quantas pessoas tem problemas refracionais? Não é possível!” conta Letícia para o VPoF. 

Ela não desistiu e buscou alternativas para corrigir os graus e solucionar o seu problema de visão. Ela fez uma consulta com um oftalmologista, que apresentou as formas de correção. Saiba mais aqui. 

Córnea fina: desafio para correção da miopia

Durante os exames pré-cirúrgico, Letícia descobriu que a sua córnea era muito fina. O que poderia impedir  a realização do procedimento.

Mas afinal, o que significa ter uma córnea fina? Precisamos entender que a córnea é uma lente. Quando falamos nos erros de refração, queremos dizer que existe um problema quando a luz passa pela córnea e entra pelos olhos. A córnea e o cristalino desviam ou refratam os raios de luz, focando-os na retina. 

Os tratamentos para erros de refração, ajudam para que a luz seja refratada corretamente. Nos casos das cirurgias, é importante que a espessura da córnea seja diminuída proporcionalmente ao grau existente.Para pessoas com a córnea naturalmente fina, o procedimento cirúrgico para correção do grau pode não ser possível.  

E foi isso que foi isso que foi dito à Letícia. O médico explicou os perigos de trabalhar no limite da córnea e que não seria possível realizar a correção. Mas ela não desistiu. 

Precisão e segurança para correção dos erros de refração

“Eu não acreditava que não haviam opções. Hoje as coisas estão avançadas, não é possível que não exista uma cirurgia para a espessura da minha córnea” conta Letícia, que não desistiu de buscar outras alternativas.

Ela continuou pesquisando e descobriu a técnica SMILE. Ela encontrou depoimentos na internet, de pessoas que mesmo com a córnea mais fina, conseguiram realizar o procedimento.

“Entrei no site da SMILE e encontrei as clínicas que são credenciadas no Brasil. Marquei uma consulta no HOlhos, com Dr. Raul Damásio. Ele colheu todos os meus dados e eu já tinha uns exames preparatórios. Ele bateu as informações com laser do procedimento para ver se era viável fazer. E foi positivo! Eu poderia fazer a cirurgia!” comemorou Letícia. 

Dr. Raul Damásio, médico oftalmologista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, explica os cuidados na hora do tratamento em pessoas com a córnea muito fina. 

“Existe um limite de espessura.  Se deixamos a córnea muito fina a pressão interna do olho pode modificar a curvatura da córnea. Então, toda vez que aplicamos um laser, qualquer laser, que seja para correção de grau, ele remove material da córnea, deixando a córnea mais fina. Então, se ela é naturalmente fina, não podemos deixá-la ainda mais fina, para não comprometer a estabilidade da córnea, modificando a sua curvatura”

A técnica SMILE merece destaque por ser a mais avançada e proporcionar ainda mais segurança para a realização das cirurgias refrativas (que corrige, por exemplo, a miopia). O procedimento é feito com o laser Femtosecond e com a tecnologia VisuMax®  exclusiva da fabricante Zeiss, mundialmente reconhecida pela fabricação de lentes para câmeras fotográficas e lentes oftálmicas, além de muitos outros produtos e soluções de equipamentos que demandam recursos de alta qualidade óptica.

As expectativas de uma nova vida  

Letícia também contou que, além das expectativas para enfim poder realizar o concurso público dos seus sonhos, sem a insegurança do exame oftalmológico, sua vida e o seu dia a dia iam mudar e melhorar muito.

“Mulher é muito vaidosa e gosta de maquiagem. Um dos meus desafios era fazer maquiagem com óculos. Sem contar as atividades físicas que eu gosto, como vôlei e, handbal que, praticar  com os óculos é muito perigoso. Eu também usei lentes de contato, mas não é tão confortável. O olho fica seco e quando eu esquecia e dormia com ele, acordava com os olhos muito vermelhos”. 

Praticar esportes pode ser um desafio para quem usa óculos. A cirurgia refrativa é uma alternativa para correção dos erros de refração, como a miopia

O Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, em Belo Horizonte, é o único centro cirúrgico do estado equipado com tecnologia para aplicação das três técnicas cirúrgicas a laser: SMILE, FemtoLASIK e PRK.  

Nota: sobre as limitações impostas em concursos públicos sobre limitações visuais, muitos tribunais entendem que um candidato não pode ser excluído do processo seletivo. Considerando que não se pode negar o direito à nomeação de um candidato, devido a um problema visual que pode ser corrigido, seja pelo uso de óculos, lente ou cirurgia.