Você sabia que os olhos podem indicar se há algo errado no seu cérebro?

Luana Rodrigues

É bem provável que você já tenha assistido a alguma série ou filme em que um personagem precisou de atendimento médico. Deu para notar que, durante a consulta, o médico costuma avaliar os olhos do paciente com uma lanterninha (lanterna clínica)?

Isso acontece em razão da profunda conexão entre o cérebro e a pupila. Por meio das reações pupilares, podemos entender se há algo de errado com a nossa atividade cerebral.  

A pupila pode revelar muito sobre uma pessoa: reações e emoções, como dor física ou excitação ao ver a pessoa amada. Pela dilatação ou contração pupilar, também podemos até mesmo saber se a pessoa consumiu algum tipo de entorpecente.

Comandada por uma área primitiva do cérebro – que controla funções vitais do nosso corpo –, a pupila reage automaticamente. Ou seja, nós não precisamos pensar se é o momento de ela dilatar ou contrair. Ela pode indicar imediatamente quando há algum problema ou dano às atividades cerebrais.

A dilatação da pupila pode representar a falta de oxigenação no cérebro ou apontar uma confusão cerebral, por exemplo, após o consumo de álcool. Já a falta de reação ou a contração da pupila pode indicar aneurisma, traumatismo craniano e contribuir para a confirmação de óbito de uma pessoa.

Mas como ocorrem essas reações? A função da pupila é controlar a quantidade de luz que entra nos olhos. É através dessa luz que capturamos o que está ao nosso redor e iniciamos o processamento visual.

Para entender como esse comando é importante, lembre-se de quando você vai ao cinema. As salas são bem escuras, e, por isso, as pupilas se dilatam, por exemplo, para enxergar o número do assento.

Graças à baixa luminosidade, o cérebro entende que é o momento de dilatar para absorver uma quantidade maior de luz. Se na hora de enviar o comando, o cérebro não funciona corretamente, pode ser que haja um problema.

Saiba neste artigo as descobertas de Leonardo da Vinci de como os olhos detectam as imagens que enxergamos.