The Dark Side of The Moon (o lado escuro da Lua)

Jéssica Marques

Você sabia que astronautas apresentam altas taxas de problemas de visão depois de passar muito tempo no espaço? Dentre eles, o mais comum é o glaucoma.

O pesquisador John Berdahl refere-se ao problema como “o lado escuro da Lua” (the dark side of the moon). Assim como a Lua, em que observamos apenas um de seus lados, o glaucoma somente é visto a partir da pressão intraocular, deixando de lado a pressão intracraniana. Atualmente temos mais perguntas do que respostas, mas a exploração espacial está colocando os estudos do glaucoma em outro patamar.

Uma nova teoria começa a ser difundida entre os pesquisadores: a de que o glaucoma seria a diferença entre a pressão intraocular e a pressão intracraniana, “sendo que a segunda seria menor que a primeira, contribuindo para que o nervo fosse empurrado da frente para o fundo do olho, aumentando a escavação do nervo, exatamente o que ocorre com o glaucoma”, esclarece Rubens Grochowski, médico especialista em glaucoma do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, em Belo Horizonte.

 

Para saber mais sobre isso, assista a esta entrevista com o médico do Hospital de Olhos:

 

O Dr. Rubens Grochowski
é médico especialista
em Glaucoma do
Hospital de Olhos

Dr. Ricardo Guimarães
.Assista esta entrevista
com ele sobre o assunto:

 

Balance goggles e a preservação da visão 

 

Com a microgravidade exercida pela órbita espacial, um líquido que se concentra na cabeça – o líquido cerebrorraquidiano – pode se elevar e acumular-se dentro do nervo óptico, causando uma lesão e a perda da visão periférica.

 

 

Embora ainda não haja cura para o glaucoma, há tratamentos à base de colírio, laser e cirurgia. Concomitantemente a essas medidas, John Berdahl propôs a criação de óculos especiais (balance goggles), capazes de aumentar a pressão externa e reduzir a pressão interna dos olhos, o que evitaria a cirurgia e os efeitos colaterais da medicação.